Descobrindo o amor de Cristo nas relações reais.

Nenhuma família consegue suportar o peso de ser salvadora.
A tese do livro
Toda família procura salvação, mesmo quando não sabe dar esse nome ao que procura. Às vezes a busca aparece como desejo de paz dentro de casa. Outras vezes, como necessidade de ser reconhecido, amado, obedecido ou finalmente compreendido. Há quem a procure no casamento, nos filhos, no controle, na aparência de uma família bonita.
O problema aparece quando pessoas que se amam passam a pedir umas às outras aquilo que somente Deus pode dar. A Bíblia não romantiza a família. Ela a honra, mas não a idealiza. E é por isso que ela entende as nossas casas com mais honestidade do que a gente costuma admitir.
Leonardo Tobias percorre a história de Jacó, Lia, Raquel, Labão e Judá para revelar uma realidade desconfortavelmente próxima: o controle pode se disfarçar de cuidado, a carência pode se esconder atrás do romance, filhos podem virar tentativas de encontrar valor.
Amou Raquel a ponto de trabalhar catorze anos por ela. E aprendeu, do jeito mais difícil, que ninguém suporta ser o centro da vida de outro.
Deu quatro filhos a um homem que não a queria, e nomeou cada um deles com a esperança de ser amada. Até o dia em que disse: "desta vez louvarei ao Senhor".
Amada, e mesmo assim refém da disputa com a irmã. Transformou fertilidade e reconhecimento em medida do próprio valor.
O pai e sogro que tratou filhas e genro como recursos. O controle disfarçado de proteção, a troca disfarçada de amor.
O filho da esposa preterida, de uma família marcada por disputa. E foi dessa linhagem que veio o Messias (Mateus 1.1-3).
Cada capítulo parte de um texto bíblico, faz o diagnóstico com honestidade pastoral e termina com perguntas para a casa: para conversar no casal, na família ou no pequeno grupo.
Quem se cadastra agora entra no grupo de interessados no WhatsApp e recebe, em primeira mão:
Quando Cristo volta ao centro, a família deixa de ser altar e volta a ser dom. O cônjuge não precisa ser salvador. Os filhos não precisam justificar a existência dos pais. A casa não precisa funcionar como prova pública de sucesso. Isso não diminui o amor familiar; purifica-o.Capítulo 8 · Como a graça reorganiza uma casa
Cada capítulo fecha com perguntas feitas para serem respondidas em voz alta, com quem mora com você. Algumas delas:
Que resposta de alguém da minha família parece determinar o meu valor?
Para quem descobriu que organizou a vida em torno de ser escolhido.
O que estou exigindo de um cônjuge, filho, pai ou mãe que ultrapassa a responsabilidade humana deles?
Para separar deveres legítimos de demandas que só Deus pode atender.
Que assunto protegemos tanto que quase não pode ser questionado?
Para trazer à luz os ídolos que moram dentro de casa.
Garanta o seu exemplar e leia com quem mora com você.
